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FMG homenageia Clóvis Moura na Fligê

A Chapada Diamantina na Bahia é palco anualmente da Feira Literária de Mucugê, a Fligê. Na edição de 2025, que se desenvolve entre os dias 14 a 17 de agosto deste ano, a Seção baiana da Fundação Maurício Grabois faz mais uma homenagem ao escritor e historiador comunista Clóvis Moura, no seu centenário.


A Roda de Conversa sobre o legado do autor teve a mediação do historiador Marcelo Rocha. Contou com a participação do jornalista, pesquisador e diretor da Editora Dandara Joselicio Junior e do doutor em história e professor da Universidade da Integração Internacional da Lusofonia Afro-Brasileira (Unilab) Eduardo Estevan. Na oportunidade foram relançados o clássico livro Rebeliões da Senzala e Dialetica Radical do Brasil Negro, publicados pela Editora Anita Garibaldi, e o livro Historia do Negro Brasileiro, da Editora Dandara, todos de autoria de Clóvis Moura.


Os palestrantes discorreram sobre a história do menino nascido no interior do Piauí que migrou para a Bahia e depois para São Paulo, desde jovem esteve interessado em discutir a condição do Negro na sociedade brasileira. Da sua aproximação com o Partido Comunista adquiriu instrumental teórico marxista para abordar o tema num período adverso, quando as ideias de Gilberto Freire moldavam uma visão conservadora a partir da Casa Grande.


Clóvis Moura enfrentou grandes resistências sobre a sua interpretação do Brasil e do papel do negro na sociedade, resistência esta presente inclusive na esquerda brasileira da época.

Embora reconhecido na atualidade como um grande intelectual e com vasta produção na área, ainda requer que sua obra seja lida e discutida nas universidades e fora dela. Este é o desafio que a Fundação Maurício Grabois se colocou, e a participação nesta Feira terá desdobramentos com outras atividades em feiras literárias e universidades baianas.


 
 
 

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